Cusquinhos ♥

terça-feira, 26 de abril de 2011

Invasão do espaço pessoal .



As pessoas mantêm entre si um espaço que pode ser classificado como íntimo, pessoal, social e público; o espaço pessoal é definido como a área ao redor do corpo que normalmente só permitimos que certas pessoas em certas ocasiões ultrapassem (ARGYLE; TROWER, 1981; HALL, 1989). Quando este espaço é invadido, sem permissão, as pessoas geralmente reagem de maneira típica, principalmente por comportamentos não-verbais: olhar em direcção a um material didáctico, folheá-lo e manusear objectos, indicando dispersão da actividade anteriormente realizada e tensão ante a invasão. Também ocorreu tentativa de demarcação de território. 

Cada vez mais se dá destaque à questão do espaço usado, reivindicado e até defendido pelas pessoas. A invasão do espaço pessoal é um importante elemento de estudo, já que este espaço não é apenas físico, mas também psicológico. De acordo com Argyle e Trower (1981), ele pode representar uma importante via de comunicação entre as pessoas. As pessoas têm uma área ao redor do corpo que pode ser classificada como íntima, pessoal, social ou pública dependendo da distância entre seus corpos e o do próximo. Quando essas áreas ao redor do corpo são ultrapassadas sem permissão, ocorre a invasão desses espaços (HALL, 1989; SOMMER, 1973). Segundo Hall, o espaço íntimo é a distância na qual é possível praticar o amor, lutar, confrontar e proteger-se. 

O espaço pessoal é definido por Hall (1989) como uma espécie de “bolha” que as pessoas criam em torno de si que apresenta uma distância de 50 cm a 1,20 m. Nessa distância, a visão do rosto fica totalmente nítida, há possibilidade de segurar ou agarrar outra pessoa e é possível notar alguns detalhes fisionômicos. É limitada pela extensão do braço e apropriada para tratar de assuntos pessoais.  

Para Sommer (1973, p. 34), “a violação da distância individual é a violação das expectativas da sociedade; a invasão do espaço pessoal é uma intrusão nas fronteiras do eu da pessoa”. Hall (1989) também utiliza o mesmo conceito, afirmando que a percepção do eu está associada ao processo de delimitar fronteiras; deste modo, quando alguém se aproxima demais, ocorre uma invasão do eu. Segundo Sommer (1973), o espaço pessoal é uma área carregada de conteúdos emocionais; assim, esta área é interpretada pelas pessoas como sua, seu espaço.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Ser comunista .



Quando se pensar em sobre o que é ser comunista, quase de imediato salta à cabeça das pessoas é o seguinte: o comunismo praticamente não existe, é um regime obscuro, decadente, do século passado, utópico, etc… Mas felizmente há alguns que sabem distinguir as coisas, e vêem-no como um outro sistema económico, uma outra via ou simplesmente uma outra maneira de conduzir a vida em sociedade, e claro, não me refiro a quem é comunista, se por um lado a maioria dos “não-comunistas” estigmatiza o comunismo, por outro há inúmeros que conseguem ver nele alguns pontos fortes, mesmo quem siga somente à direita. Então o que é ser comunista? Quando digo a alguém que sou comunista, muitos olham para mim e fazem aquela cara de conhecedores da vida, e dizem, “isso é só uma fase”! Bem, ainda não prevejo o futuro, mas não me vejo a “fugir” a esta ideologia… Pelo menos de forma brusca, como certas pessoas o fizeram. Mas como dizia, olham-me como uma pessoa do contra, se calhar é verdade, há muitas coisas que sou contra e poucas que sou a favor, mas enfim, o que penso é que neste país, já se perdeu o espírito da autêntica liberdade, dos dias seguintes ao 25 de Abril, da reforma agrária, das nacionalizações e das grandes manifestações. Hoje ninguém se preocupa com o outro. Não a mim não me conformam, apenas tenho pena de “irritar” as pessoas que passam ao pé de mim, e de lhes falar um cento de vezes, nos podres do regime, da bagunça do governo. Aeroportos, tratados, enfim… coisas inúteis num país à beira do colapso onde o salário real decresce e o salário mínimo nacional são à volta de 84 contos e quinhentos, convertendo em escudos. Mas enfim, que apenas estes me oiçam, se de certo, alguma coisa há de se espalhar espero eu, enquanto o Latim não me faltar sempre dá para juntar ao Inglês técnico que graça por este país fora. É moderno… É moderno, dizem todos, o futuro agora é ignorarmo-nos mutuamente, ver pessoas a pedir e a serem despedidas, é moderno ser capitalista, jogar na bolsa, ter acções disto e daquilo, que ao fim e ao cabo dispersar-se hão por entre os casacos e gravatas comprados nos chineses às escondidas das outras pessoas (para não parecer mal), e que depois desvalorizam e lá se vão mais uns trocos enquanto o Sr. Berardo arrecada mais uns milhões. É tudo moderno! Ser-se cego e fingir tudo é o futuro, a modernidade de amanhã hoje.
É por isso que digo que sou comuna, dizer não a este egoísmo, às vendas para os olhos da SIC entre outros. Dizer não até que a voz me doa. Para provar que em Portugal ainda se fazem portugueses!

domingo, 17 de abril de 2011

Frida Kahlo


Para se entender as pinturas de Frida Kalho é necessário conhecer a sua vida:Frida Nasceu em 1907 no México, mas gostava de declarar-se filha da revolução ao dizer que havia nascido em 1910. Sua vida sempre foi marcada por grandes tragédias. Aos seis anos contraiu poliomelite, o que a deixou coxa. Já havia superado essa deficiência quando o autocarro em que passeava teve um acidente. Ela sofreu multiplas fraturas e uma barra de ferro atravessou-a entrando pela bacia e saindo pela vagina. Por causa deste último fez várias cirurgias e ficou muito tempo presa numa cama.
Começou a pintar durante a convalescença, quando a mãe pendurou um espelho em cima da sua cama. Frida sempre pintou a si mesma: "Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor". As suas angustias, suas vivências, seus medos e principalmente o seu amor pelo marido Diego Rivera.
A sua vida com o marido sempre foi bastante tumultuada. Diego tinha muitas amantes e Frida não ficava atrás, compensava as traições do marido com amantes de ambos os sexos. A maior dor de Frida foi a impossibilidade de ter filhos (embora tenha engravidado mais de uma vez, as sequelas do acidente impossibilitaram-na de levar uma gestação até o final), o que ficou claro em muitos dos seus quadros.
Os seus quadros refletiam o momento pelo qual passava e, embora fossem bastante "fortes", não eram surrealistas: "Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei minha própria realidade". Frida contraiu uma pneumonia e morreu em 1954 de embolia pulmonar, mas no seu diário a última frase causa dúvidas: "Espero alegremente a saída - e espero nunca mais voltar - Frida"
(Talvez Frida não suportasse mais).

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Sinto-me morrer.

Escorre de mim toda a vida que um dia tive. Gota a gota perco tudo o que fui, o sorriso esfumaça-se, alegria desvanesse-se e eu morro!
Cada passo está mais lento. Cada respirar está mais curto. Só a dor aumenta. Só o choro perdura.
Diz-me...

O que posso fazer?
Qual é a cura? O antídoto?

Simplesmente deixei de saber o que fazer e que rumo tomar, que soluções hão-de existir ou apenas o que virá daqui para a frente.
Um dia disseram-me que era valente, corajosa, mas isso há algum tempo que se foi.
Hoje apenas sou como um planeta sem órbita, e que por mais que tentem provavelmente nunca irão voltar a meter-me no local certo, com as coordenadas correctas e de forma a que eu me sinta leve e livre do sofrimento de me sentir perdida.



quinta-feira, 14 de abril de 2011

terça-feira, 12 de abril de 2011

Disse que ia dormir uma sesta, deitei-me, não dava para dormir, malditas dores, sentei-me, pensei um pouco, remexi nas tralhas, encontrei uma cartolina preta, os pasteis e os lápis estavam mesmo ali à mão, portanto vá de inventar, chafurdar a cartolina toda, tirar uma fotografia e tcha nã, se tentasse outra vez não ia conseguir fazer igual.

Just like I feel



Frida Kahlo .

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Lágrima de Preta - António Gedeão

Eu vi uma preta
Que estava a chorar;
Pedi-lhe uma lágrima
Para analisar.

Recolhi a lágrima
Com todo o cuidado
Num tubo de ensaio
Bem esterilizado.

Mandei vir as bases
Os ácidos e os sais,
As coisas usadas
Em casos que tais.

Olhei-a dum lado,
Do outro e de frente:
Tinha um ar de gota
Muito transparente.

Ensaiei a frio,
Experimentei ao lume.
De todas as vezes
Deu-me o que é costume.

Nem vi sinais de negro,
Nem vestígios de ódio:
Água, quase tudo,
E cloreto de sódio.




I'm alone .

  Às paramos, pensamos, e reparamos como o mundo que nos rodeia gira, gira, gira, dá voltas e reviravoltas; umas deixam-nos alegres, outras por sua vez dão-nos um sentimento de pura revolta. Sentimentos mal arrumados, novos sentimentos? Simples angustias, torturas ou uma pura masmorra de ódio? Como nos havemos de libertar de tal prisão? Como conseguimos arrumar tamanha confusão?
  Muitas vezes por mais que tentemos parecer bem, alegres, confortados, o nosso coração está absolutamente destroçado.
  E a saudade? Ai essa! Aquela bola no peito, as recordações, a vontade de ter e  receio de voltar a perder seja o que for (...)
  O mundo, tal como a vida é algo inacabado com diversas fases, difícil é sobreviver a casa uma delas sem 'ferimentos'.



moments